A Operação Brilho do Amanhã terminou com 51 pessoas presas em diferentes regiões da Bahia após quatro dias de diligências voltadas à investigação e repressão de crimes contra crianças e adolescentes. A ação foi realizada entre segunda-feira (24) e quinta-feira (27) e, segundo a Polícia Civil, alcançou o maior número de prisões em uma edição da operação.
Do total de detidos, nove foram presos em Salvador e 42 no interior do estado. As ações alcançaram municípios de diferentes regiões, incluindo Lauro de Freitas, Itagi, Seabra, Paulo Afonso, Ibipitanga, Muniz Ferreira, Vitória da Conquista, Poções, Esplanada, Ilhéus e Conceição do Coité. Uma atualização divulgada nesta sexta-feira (28) acrescentou outras dez cidades à lista de municípios com prisões durante a operação: Valença, Serrinha, Jequié, Ribeira do Amparo, Iraquara, São Gonçalo dos Campos, Itororó, Presidente Tancredo Neves, Heliópolis e Cairu.
Além das prisões, as equipes instauraram 38 inquéritos policiais, apreenderam quatro armas de fogo e recolheram 11 dispositivos eletrônicos. O material apreendido deverá ser analisado e pode contribuir para o avanço das investigações e para a identificação de outros suspeitos e possíveis vítimas.
Maioria das prisões foi preventiva
Entre as 51 prisões realizadas, 27 foram preventivas e duas temporárias. Outras dez ocorreram em cumprimento de sentenças condenatórias. As 12 restantes foram realizadas em flagrante durante as diligências. A operação reuniu mandados judiciais e ações de investigação em diferentes pontos do estado. De acordo com a Polícia Civil, os procedimentos instaurados a partir da ofensiva devem continuar após o encerramento desta etapa, com a possibilidade de novas diligências e responsabilizações.
Operação terá novos ciclos
A Brilho do Amanhã não é uma operação pontual. A iniciativa foi criada como uma ação permanente da Polícia Civil da Bahia, dividida em ciclos de operações. Novas etapas já estão previstas para ocorrer ao longo do ano. A coordenação é do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), com participação de unidades especializadas e territoriais da Polícia Civil, além de outros órgãos de segurança.
Nesta edição, participaram equipes dos departamentos de Polícia do Interior (DEPIN), de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), de Investigações Criminais (DEIC), de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Inteligência Policial (DIP), de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO) e de Polícia Metropolitana (DEPOM).
Também atuaram na operação agentes da Coordenação de Operações Especiais (CORE), do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Polícia Militar da Bahia e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP). Com o encerramento desta edição, o foco agora passa para o desdobramento dos inquéritos e da análise do material apreendido. A expectativa é de que essas informações possam ajudar a esclarecer outros casos e ampliar o alcance das investigações relacionadas a crimes contra crianças e adolescentes no estado.