O governo federal decidiu restringir temporariamente o acesso das Defesas Civis estaduais ao sistema Defesa Civil Alerta após a invasão cibernética que resultou no envio de notificações falsas para celulares em diversas regiões do país. Com a medida, eventuais disparos de alertas para situações de risco deverão ser solicitados pelos estados ao Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), em Brasília.
Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, a plataforma segue em funcionamento, mas opera de forma controlada enquanto passam por validações os protocolos de segurança. Ainda não há previsão para a retomada integral do acesso pelos estados.
O sistema foi retirado do ar preventivamente após o registro de um ataque que provocou o envio de alertas indevidos classificados como “extremos”, categoria normalmente utilizada em situações de risco iminente à população. As mensagens continham a palavra “misantropia” e foram disparadas sem autorização dos órgãos responsáveis.
As investigações sobre a origem da invasão seguem em andamento e contam com o apoio da Polícia Federal. Como medida de contenção, o governo suspendeu contas envolvidas no incidente e bloqueou acessos externos à plataforma até a conclusão das apurações e o reforço dos mecanismos de segurança.
De acordo com o governo federal, o objetivo é garantir a confiabilidade do sistema antes de sua reabertura completa, preservando uma ferramenta considerada essencial para a emissão de alertas sobre eventos climáticos extremos e outros desastres naturais.