Empresários e ex-ministros assinam carta em apoio a Fachin em meio à crise no STF

Por Redação 14/09/2026, às 07h00 - Atualizado às 07h47

Grupo formado por empresários, ex-ministros, economistas e representantes da sociedade civil divulgou, neste domingo (13), uma carta de apoio ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

O documento manifesta respaldo às decisões adotadas pelo ministro à frente da Corte e defende uma investigação rigorosa e independente sobre as denúncias que vieram a público nas últimas semanas.

Os assinantes afirmam que a apuração dos fatos e a eventual responsabilização de envolvidos são necessárias para recuperar a confiança da população nas instituições e fortalecer a democracia brasileira. Além de apoiar a condução de Fachin durante a chamada crise do STF, o grupo também cobra mudanças institucionais na corte. Entre as medidas defendidas estão o reforço da atuação colegiada, maior imparcialidade nos julgamentos, prevenção de conflitos de interesse, regras mais rígidas de conduta e ampliação da transparência da Corte.

A carta é assinada por nomes como os ex-ministros Pedro Malan, Armínio Fraga, Miguel Reale Júnior e José Eduardo Cardozo. Também aparecem entre os assinantes o economista Pérsio Arida e o jornalista Eugênio Bucci.

Além do apoio, segundo informações da Record, o grupo também solicita transparência nas investigações e na sessão plenária marcada para terça-feira (15). De acordo com o documento, o julgamento deve ocorrer de forma pública, conforme determina o artigo 93, inciso 9º, da Constituição Federal.

Crise no STF

A crise no STF começou a partir das suspeitas envolvendo a relação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes. Mensagens encontradas pela Polícia Federal indicaram uma proximidade entre os dois, o que levou a questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse.

A divulgação do material provocou um embate entre ministros da Corte, especialmente Alexandre de Moraes e André Mendonça, relator do caso Banco Master. A disputa se ampliou e passou a envolver a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e a própria presidência do Supremo.