O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que funciona como uma prévia da inflação oficial, desacelerou pelo segundo mês consecutivo na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e fechou junho em 0,28%. O resultado, divulgado pelo IBGE, ficou abaixo da média nacional de 0,41% e se consolidou como a menor taxa entre as 11 regiões pesquisadas no país, empatando com as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de Curitiba.
Apesar do recuo mensal em relação a abril (1,19%) e maio (0,69%), a inflação da capital baiana e entorno acumula alta de 3,82% no primeiro semestre de 2026. O patamar está acima do índice nacional para o período (3,45%) e representa o maior acumulado para os primeiros seis meses do ano na região desde 2022. No indicador que abrange os últimos 12 meses, a RMS registra taxa de 4,50%, índice inferior ao do Brasil (4,80%).
Principais impactos
O fechamento do IPCA-15 de junho na RMS refletiu o aumento de preços em sete dos nove grupos de produtos e serviços monitorados. O segmento de saúde e cuidados pessoais subiu 0,63% e exerceu o principal impacto de alta, impulsionado por produtos de higiene pessoal (0,83%), remédios (0,51%) e planos de saúde (0,36%).
O grupo de habitação cresceu 0,58% e gerou a segunda maior pressão no bolso do consumidor, puxado diretamente pela energia elétrica residencial, que aumentou 2,18% e figurou como o item de maior impacto individual de alta no mês. Já o grupo de vestuário obteve a maior variação média, com elevação de 1,15%, motivado pelo reajuste em roupas femininas (1,69%) e masculinas (1,58%).
Alimentação e bebidas, categoria de maior peso no orçamento das famílias, apresentou forte desaceleração e registrou variação de 0,19%. No segmento, a disparada no preço da batata-inglesa (21,70%) foi compensada por quedas expressivas no café moído (-5,00%), em frutas (-2,01%) e nas carnes (-0,73%).
Alívio nos transportes
Por outro lado, o grupo de transportes registrou deflação de -0,23%, funcionando como o principal freio da inflação na região. O recuo foi gerado pela baixa no preço dos combustíveis (-1,92%), com destaque para o etanol (-5,21%) e para a gasolina (-1,53%), além da redução no seguro voluntário de veículos (-5,04%). A frequência de queda só não foi mais intensa devido ao encarecimento das passagens aéreas, que subiram 12,29% no mesmo período. Artigos de residência também fecharam em queda (-0,05%), influenciados pela redução nos preços de eletrodomésticos como refrigeradores (-2,79%).