Maioria dos brasileiros pretende comprar ovos de Páscoa, mas preço ainda é obstáculo

Por Redação 12/04/2025, às 06h01 - Atualizado às 09h02

Mais da metade dos brasileiros — 52% — têm a intenção de comprar ovos de Páscoa neste ano, segundo levantamento da pesquisa “A paixão do brasileiro pelo chocolate”, realizado pela Nexus e divulgado nesta sexta-feira (11). Entre os que devem ir às compras, o gasto médio estimado é de R$ 59,00, com três produtos por consumidor, em média.

Apesar da tradição, o estudo revela que 43% dos entrevistados nunca compraram sequer um ovo de Páscoa. Outros 37% afirmam comprar todos os anos, enquanto 19% dizem adquirir o produto ocasionalmente.

O valor elevado dos ovos de chocolate continua sendo o principal motivo para não comprar o item nesta Páscoa. Para 36% dos brasileiros, o preço pesa negativamente, sendo ainda mais impactante entre os jovens de 18 a 24 anos — 43% deles citaram esse fator como determinante para não realizar a compra.

Perfil de quem mantém o hábito

O costume de consumir ovos de Páscoa todos os anos é mais comum entre:

  • Moradores do Sudeste (40%)
  • Pessoas com idades entre 35 e 40 anos (44%)
  • Famílias com renda superior a cinco salários mínimos (49%)
  • Quem tem filhos menores de 18 anos (50%)

Entre os consumidores que planejam comprar ovos, 18% já fizeram suas compras, enquanto a maioria — 34% — pretende adquirir os produtos até o domingo de Páscoa, em 20 de abril.

Um dado curioso mostra que 21% das pessoas com renda de até um salário mínimo já garantiram seus ovos de chocolate, enquanto 45% dos brasileiros com renda acima de cinco salários mínimos ainda não compraram nenhum item relacionado à data.

Alternativas aos ovos

Entre os que decidiram não comprar ovos de Páscoa em 2025, quase metade (45%) cogita substituir por outros tipos de chocolate. Já 27% afirmaram que não pretendem fazer nenhum tipo de compra relacionada à data.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas de todas as regiões do Brasil, com idade a partir de 18 anos, entre os dias 27 e 31 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.