Mais Médicos terá edital exclusivo para especialistas; foco é acelerar atendimento no SUS

Por Redação 30/05/2025, às 23h02 - Atualizado às 21h32

O Ministério da Saúde deve lançar, no início de junho, um edital inédito do programa Mais Médicos voltado exclusivamente para profissionais com título de especialização. A iniciativa integra o recém-criado programa Agora Tem Especialistas, anunciado nesta sexta-feira (30) pelo ministro Alexandre Padilha, durante coletiva em Brasília.

Segundo o ministro, a proposta é levar médicos especialistas às regiões mais remotas do país, com início previsto para 500 profissionais. “É um programa de provimento, uma bolsa-trabalho nos moldes do Mais Médicos, voltado para os especialistas que mais precisamos”, explicou Padilha.

A medida contará com R$ 260 milhões em investimentos e será executada em parceria com instituições de ensino e a Associação Médica Brasileira. Além da contratação emergencial, estão previstas 3 mil novas bolsas de residência médica para formação em áreas consideradas estratégicas.

O edital é uma das ações do Agora Tem Especialistas, programa criado por medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa busca reduzir filas e ampliar o acesso a tratamentos especializados no Sistema Único de Saúde (SUS), com prioridade para pacientes oncológicos.

Outras frentes incluem:

  • Credenciamento de clínicas e hospitais privados e filantrópicos, com foco em seis áreas: oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia;
  • Ampliação dos horários de atendimento nas unidades de saúde pública;
  • Troca de dívidas de hospitais e planos de saúde por serviços prestados ao SUS.

A contratação de especialistas será feita por estados e municípios, com apoio da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e do Grupo Hospitalar Conceição, empresa pública vinculada ao ministério.

Dados do estudo Demografia Médica 2025 reforçam a urgência da proposta. De acordo com o levantamento, médicos especialistas estão concentrados nos estados do Sudeste e na rede privada, com apenas 10% atuando exclusivamente no SUS. A meta do governo é reverter esse cenário e garantir atendimento especializado em todo o território nacional.