Desde a suspensão dos voos da companhia Voepass pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), turistas e moradores de Fernando de Noronha estão enfrentando dificuldades para deixar a ilha. Atualmente, apenas a Azul opera regularmente no local, reduzindo drasticamente as opções de transporte aéreo.
Para minimizar os impactos, a Latam recebeu uma autorização temporária da Anac para operar voos emergenciais na rota Recife-Fernando de Noronha. Os voos, realizados com aeronaves Airbus A319 e A320, estão programados até segunda-feira (17), com partidas de Recife às 6h35 e retorno de Noronha às 10h (horário local).
Passageiros afetados
A jornalista Carolina Valadares, moradora de Brasília, é uma das viajantes afetadas. Ela foi surpreendida pelo cancelamento do voo de volta, inicialmente marcado para o dia 18 de março, e agora teme ficar presa na ilha sem alternativas viáveis.
“A Latam disse que pode devolver o dinheiro, mas não deu solução para sair da ilha. Eu tenho que trabalhar, cuidar dos meus pais, que têm 90 anos. Meu pai tem Parkinson e demência, não posso ficar aqui. E a Latam diz que a culpa é da Anac e da Voepass.”
Apesar de a Latam informar em seu site que os passageiros serão acomodados em outros voos da empresa ou de companhias parceiras, Carolina não conseguiu remarcar sua passagem nem foi realocada em um voo da Azul.
O que dizem as empresas?
🔹 Anac: informou que, a partir de abril, o Aeroporto de Fernando de Noronha retomará as operações comerciais com aeronaves a jato, o que pode ajudar a normalizar a situação.
🔹 Voepass: afirmou que segue em negociações com a Anac para regularizar sua situação e que está atendendo os passageiros conforme as normas da Resolução 400 da agência, que trata dos direitos dos consumidores em caso de cancelamentos.
🔹 Azul: não informou se haverá aumento do número de voos para suprir a nova demanda.
Enquanto a Voepass tenta retomar suas operações e a Latam realiza voos emergenciais, passageiros seguem enfrentando dificuldades para deixar a ilha. A falta de opções de transporte e a incerteza sobre a normalização dos serviços estão gerando frustração e preocupação entre os viajantes e moradores.