Futebol feminino: CBF anuncia mudanças no calendário

Por Redação 21/01/2025, às 13h53 - Atualizado às 09h12

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) revelou, na última sexta-feira (17), uma série de mudanças no calendário do futebol feminino nacional, visando o fortalecimento e a expansão das competições. O anúncio foi feito após uma reunião virtual com representantes dos clubes das três divisões nacionais do futebol feminino (A1, A2 e A3) e das Federações Estaduais.

Uma das principais novidades é a ampliação das Séries A1 e A2 do Campeonato Brasileiro. A Série A1 passará a contar com 20 clubes até 2027, enquanto a Série A2 terá o mesmo número de equipes até 2028. Além disso, o número de jogos no campeonato será ampliado, com um foco maior no crescimento das competições de base.

Em 2025, a Série A1 manterá 16 clubes, mas o número será gradualmente expandido para 20 até 2027. Já na Série A2, a competição começará com 16 equipes, sendo que os quatro melhores times serão promovidos para a A1, enquanto os dois últimos colocados serão rebaixados para a Série A3. Em 2026, esse formato se repetirá, consolidando as mudanças estruturais da competição.

Outro anúncio importante foi a recriação da Copa do Brasil Feminina, que contará com 64 equipes, incluindo os 32 times da Série A3, 16 da Série A2 e 16 da Série A1. O torneio terá uma disputa eliminatória, com uma partida por fase, e promete aumentar a visibilidade e a competitividade do futebol feminino no Brasil.

Além disso, a Supercopa Feminina passará por mudanças em 2026. O campeão da Copa do Brasil e o campeão do Brasileirão A1 disputarão um jogo único, ao contrário do formato atual, que envolve representantes de estados e do campeão nacional.

O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, destacou o diálogo com as entidades envolvidas e a importância das mudanças para o crescimento do futebol feminino. “O mais importante é que essa reunião gerou resultados significativos. Estamos comprometidos em ampliar as competições, fortalecer as divisões de base e garantir um futuro promissor para o futebol feminino no Brasil”, afirmou Rodrigues.