O mundo dos esportes se despede de uma figura que transcendeu as quadras. Jason Collins faleceu nesta terça-feira (12) em decorrência de um glioblastoma em estágio avançado, tumor cerebral com o qual lutava há oito meses. A confirmação da morte veio pela própria NBA, que destacou o impacto do ex-jogador não apenas como um defensor sólido no garrafão, mas como um divisor de águas para a inclusão social no esporte.
Collins escreveu seu nome na história em 2013, quando, ainda em atividade, tornou-se o primeiro jogador das principais ligas dos Estados Unidos a se assumir gay publicamente. A coragem do pivô abriu portas para um debate necessário sobre diversidade em um ambiente majoritariamente conservador, o que o levou a atuar, após a aposentadoria em 2014, como um influente embaixador institucional da liga em projetos sociais.
Carreira e homenagens
Dentro das quatro linhas, Jason Collins teve uma trajetória de 13 temporadas, marcada pela força defensiva e passagens por franquias como Boston Celtics e Atlanta Hawks, além de uma longa jornada de oito anos no Brooklyn Nets. Sua partida ocorreu no mesmo dia da morte do ala Brandon Clarke, do Memphis Grizzlies. Ambos foram homenageados com um minuto de silêncio antes da partida entre San Antonio Spurs e Minnesota Timberwolves, pelos playoffs da liga.
Em nota oficial, a família de Collins descreveu-o como uma inspiração constante que “mudou vidas de maneiras inesperadas”. O legado de Collins permanece como um marco de coragem para futuras gerações de atletas, provando que a identidade pessoal e a excelência profissional podem caminhar juntas no topo do esporte mundial.