O Paris Saint-Germain finalmente alcançou o tão sonhado título da Liga dos Campeões da Europa — e de forma arrasadora. Em uma atuação memorável neste sábado, o clube francês venceu a Internazionale por 5 a 0 na Allianz Arena, em Munique, e conquistou sua primeira “orelhuda”.
Após temporadas marcadas por investimentos milionários e frustrações com elencos estrelados, a consagração veio com uma geração renovada. O grande nome da decisão foi o jovem Desiré Doué, de apenas 19 anos, autor de dois gols e uma assistência no massacre que entrou para a história como a maior goleada em finais da Champions.
Contratado no início da temporada, Doué mostrou personalidade de veterano em sua primeira final continental. Ele deu o passe para Hakimi abrir o placar, balançou as redes duas vezes — a primeira ainda no primeiro tempo — e saiu ovacionado após construir boa parte do triunfo parisiense. Seu desempenho simbolizou o novo momento do PSG: menos dependente de superestrelas e mais eficiente em campo.
A taça também tem as digitais do técnico Luis Enrique. Em sua segunda temporada à frente da equipe, o espanhol resgatou sua filosofia de jogo baseada em posse de bola e marcação adiantada. Sem Messi, Neymar ou Mbappé, o treinador reinventou o time e conduziu o PSG a um título inédito. Após a conquista, comemorou emocionado, vestindo uma camisa em homenagem à filha Xana, falecida em 2019.
Único remanescente da final perdida em 2020, o zagueiro Marquinhos teve a honra de levantar a taça como capitão da equipe. O brasileiro entra para um seleto grupo de atletas do país a erguer o troféu da Champions como líderes de suas equipes, ao lado de Marcelo, ex-Real Madrid. Para ele, a conquista tem sabor de redenção e marca o ápice de uma trajetória construída com discrição e entrega.
Com a conquista histórica, Paris finalmente entra no mapa dos campeões europeus — e com autoridade. A espera terminou, e a “orelhuda” agora tem endereço francês.