O preço da cesta básica caiu 6,59% em Salvador entre junho e julho de 2026, passando a custar R$ 650,32. Apesar da redução no mês, o valor acumula alta de 7,05% no ano e de 2,40% nos últimos 12 meses, segundo levantamento do Dieese em parceria com a Conab.
Dos 12 produtos pesquisados na capital baiana, seis ficaram mais baratos em julho. A maior queda foi registrada pelo tomate (-36,01%), seguido por banana (-9,50%), manteiga (-3,01%), café em pó (-1,62%), óleo de soja (-1,33%) e arroz agulhinha (-0,19%).
Outros seis produtos tiveram aumento. O leite integral subiu 3,37%, enquanto feijão carioca teve alta de 1,50%, açúcar cristal (1,14%), carne bovina de primeira (0,67%), farinha de mandioca (0,57%) e pão francês (0,41%).
Feijão acumula alta de 55% em Salvador
Mesmo com a queda geral da cesta, alguns alimentos ficaram significativamente mais caros ao longo do ano. Entre dezembro de 2025 e julho de 2026, o feijão carioca acumulou alta de 55,32%, seguido por tomate (23,82%), leite integral (15,69%), carne bovina (6,65%) e pão francês (4,56%).
Na comparação com julho de 2025, o feijão também lidera as altas, com aumento de 54,65%. O leite integral subiu 13,80% e a carne bovina, 11,29%.
Quanto o trabalhador precisa trabalhar
Para comprar a cesta básica em julho, o trabalhador de Salvador que recebe o salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 88 horas e 16 minutos. Em junho, eram necessárias 94 horas e 29 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, a cesta consumiu 43,37% da renda do trabalhador em julho. Em junho, o percentual era de 46,43%.