Cobranças por água levam MPBA a recomendar mudanças em comunidade de Cachoeira

Por Redação 24/08/2026, às 14h31 - Atualizado às 13h44

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) recomendou ao Município de Cachoeira e à Associação Beneficente dos Moradores de Opalma medidas para regularizar o abastecimento de água na comunidade e garantir a continuidade do serviço.

A recomendação foi emitida no dia 13 pelo promotor de Justiça Victor Teixeira Santana, após o MPBA apurar irregularidades na gestão do sistema comunitário e na cobrança de valores dos moradores pelo fornecimento de água.

Segundo o documento, a associação administra o sistema de abastecimento e cobra valores para sua manutenção e operação. O MPBA apontou, porém, que não há definição jurídica e administrativa que autorize a cobrança de taxas ou tarifas pelo serviço.

A associação foi orientada a suspender imediatamente as cobranças vinculadas ao fornecimento de água e a não interromper ou restringir o abastecimento por falta de pagamento de contribuições associativas.

Já o Município deverá adotar medidas para garantir o fornecimento, inclusive ações emergenciais para atender moradores afetados por falhas no serviço.

O MPBA também recomendou que a Prefeitura elabore, em até 60 dias úteis, um Plano de Regularização do Sistema de Abastecimento de Água de Opalma, com diagnóstico da infraestrutura, definição da forma de gestão e medidas para garantir a segurança e eficiência do serviço.

O descumprimento injustificado da recomendação poderá levar à adoção de medidas judiciais e extrajudiciais.