Ex-gerente vira alvo de investigação após loja identificar desvio de mercadorias

Por Redação 27/08/2026, às 08h15 - Atualizado às 07h48

A descoberta de um prejuízo superior a R$ 200 mil levou a Polícia Civil a investigar uma ex-gerente de uma loja localizada em um centro comercial de Feira de Santana. A suspeita é de que mercadorias tenham sido retiradas de forma irregular durante o período em que ela ocupava o cargo.

A investigação avançou nesta quarta-feira (26), quando equipes policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados à mulher, incluindo a residência dela. A ação busca reunir elementos que possam esclarecer a dinâmica dos supostos desvios e verificar se outras pessoas também participaram do esquema.

Produtos da loja são encontrados durante buscas

Na residência da ex-funcionária, os policiais apreenderam diversos pares de calçados e bolsas da mesma marca comercializada pela loja. Também foram encontrados um caderno com anotações e um notebook.

Os materiais foram recolhidos e deverão passar por análise pericial. A expectativa é que os equipamentos e documentos possam ajudar a identificar registros relacionados às mercadorias e esclarecer como os produtos teriam sido retirados da empresa.

Investigação aponta possível fraude no sistema

Segundo a Polícia Civil, a suspeita teria utilizado a posição de gerente para realizar lançamentos fraudulentos no sistema interno da loja e emitir documentos de maneira irregular. Com isso, as mercadorias poderiam ser retiradas sem que as diferenças fossem identificadas imediatamente no controle de estoque.

As apurações indicam ainda que os supostos desvios teriam ocorrido de forma recorrente, utilizando os próprios mecanismos empregados pela empresa para registrar a movimentação e a venda dos produtos.

A ação foi realizada por equipes da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/Feira de Santana), unidade vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC).

A ex-gerente é apontada como principal suspeita. As investigações continuam para localizá-la, analisar o material apreendido e verificar a eventual participação de outras pessoas. Ela é investigada e, até o momento, não há condenação judicial pelo caso.