O motociclista Inaiê Araújo dos Santos, de 39 anos, morreu após bater em uma máquina pavimentadora de asfalto na BR-324, sentido Salvador, na altura do Acesso Norte, nas primeiras horas da madrugada desta segunda-feira (14).
Inaiê era filho do cantor Lázaro Araújo, conhecido como Lazinho, do Olodum, e trabalhava como motorista da Secretaria de Mobilidade da Bahia (Semob).
A máquina estava no acostamento da rodovia. Desde a última semana, uma obra de requalificação asfáltica é realizada no trecho, com a presença de equipamentos.
Segundo testemunhas, os pertences da vítima foram roubados após o acidente.
DNIT vai apurar acidente
Em nota, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) lamentou a morte e informou que vai apurar as circunstâncias do acidente.
A autarquia afirmou que, conforme registro fotográfico enviado pela empresa contratada PEJOTA, o rolo compactador estava posicionado no acostamento e acompanhado dos dispositivos de sinalização previstos para a execução dos serviços.
O DNIT ressaltou que a operação, o posicionamento e a guarda dos equipamentos, além das condições de sinalização e segurança no local de trabalho, são de responsabilidade da empresa contratada. A autarquia, por sua vez, acompanha e fiscaliza a execução dos serviços.
O órgão informou que serão verificadas as condições de sinalização, o posicionamento do equipamento e outros elementos relacionados à dinâmica do acidente.
O DNIT também destacou que o acostamento não é destinado à circulação regular de veículos e afirmou que qualquer conclusão sobre as causas do acidente ou eventual responsabilidade deverá considerar as apurações dos órgãos competentes e da própria autarquia.
Semob e Olodum lamentam morte
Em nota, a Semob lamentou o falecimento de Inaiê e destacou sua trajetória profissional na secretaria. Segundo a pasta, ele era lembrado pelos colegas como “um bom amigo” e um profissional dedicado.
O Olodum também lamentou a morte e prestou solidariedade ao cantor Lazinho, familiares e amigos de Inaiê. “A perda de um filho é uma dor imensurável”, afirmou a entidade.