A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou o balanço da Operação Rodovida – Operação Ano Novo 2025/2026 na manhã desta segunda-feira (5) e revelou um leve aumento no número de acidentes e de mortes nas rodovias federais da Bahia.
A ação, realizada entre os dias 30 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026, ocorreuu em um período de intenso deslocamento de veículos, seja por férias, ou recesso de fim de anoo que impulsiona o volume de carros na pista.
A PRF registrou 58 acidentes nas estradas federais, o número teve um crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram contabilizados 55 acidentes. Apesar da redução no total de feridos, que passa de 83 para 78, o dado que mais chama atenção é o aumento no número de mortes, que sobe de oito para nove vítimas fatais.
Entre as causas mais recorrentes estão a ausência ou demora na reação dos condutores, ultrapassagens indevidas, acessos à via sem respeito à preferência, além de condições adversas da pista e presença de animais soltos.
No recorte por rodovia, a BR-116 lidera o número de acidentes, reflexo do tráfego intenso de veículos de carga e da combinação entre pista simples e ultrapassagens perigosas.
A BR-324 aparece em seguida, com registros frequentes de colisões traseiras, especialmente em áreas de congestionamento.
Já a BR-101 concentra ocorrências ligadas ao aumento do fluxo turístico, enquanto a BR-242 e a BR-110 exigem atenção redobrada devido aos acessos rurais e entradas não sinalizadas.
Durante o período da operação, a PRF também intensifica a fiscalização e contabiliza 2.816 autos de infração. As irregularidades mais flagradas incluem ultrapassagens em local proibido, veículos sem licenciamento, falhas no sistema de iluminação, condução sem habilitação e o não uso do cinto de segurança. Segundo a corporação, essas infrações estão diretamente relacionadas à gravidade dos sinistros registrados nas rodovias.
Mesmo com a redução no volume total de veículos em circulação em dezembro de 2025, estimado em cerca de 4,24 milhões — quase um milhão a menos que no mesmo período de 2024 —, o risco permanece elevado. A PRF destaca que menor fluxo não significa, necessariamente, menor perigo.