Uso de drones amplia monitoramento de áreas de risco em Salvador

Por Redação 10/08/2026, às 09h42 - Atualizado às 10h13

O uso de drones tem reforçado o monitoramento de áreas de risco em Salvador, permitindo diagnósticos mais precisos e auxiliando no planejamento de intervenções em locais de difícil acesso. A tecnologia vem sendo utilizada pela Defesa Civil do município para mapear regiões vulneráveis e complementar as vistorias realizadas em campo.

De acordo com o Diretor-Geral da Defesa Civil de Salvador, Adriano Silveira, o mapeamento é só um ponto de partida para a elaboração de soluções que envolvem diferentes áreas, como  segurança geológica, hídrica, alagamentos e deslizamentos.

As imagens captadas pela tecnologia são utilizadas para auxiliar na construção dos chamados Planos de Ações Estruturais (PAE), que orientam a intervenção em áreas específicas. Segundo a chefe do setor de mapeamento de áreas de risco da Codesal, Karla Weyll, a iniciativa permite identificar detalhes que muitas vezes passam despercebidos durante inspeções presenciais.

Antes da condução do voo, as equipes realizam estudos técnicos para definir os pontos prioritários de análise. O trajeto é então planejado por meio de software, o que garante maior precisão no levantamento, a partir da noção de parâmetros como trajeto, altura e duração. Os drones operam, em média, entre 80 e 100 metros de altura e conseguem registrar imagens em 360 graus.

Após a coleta das imagens aéreas e vídeos, os dados são processados para gerar uma ortofoto, imagens corrigidas com base em coordenadas reais. Esse material serve como base para avaliar as condições do terreno, identificar possíveis interferências e planejar intervenções que podem incluir a drenagem, geotecnia e urbanismo até a criação de áreas verdes. A ação tem o intuito de acumular documentos para a administração pública, a fim de auxiliar as intervenções para garantir a retomada da dignidade da condição de habitabilidade das localidades.

O mapeamento com drones começou a ser utilizado ainda em 2023, inicialmente na região de Bosque Real. Desde então, outras localidades como Bom Juá, Mangueira e Creche também passaram por levantamento aéreo. A frequência das operações varia de acordo com a necessidade e o nível de complexidade de cada área.

No final, as informações obtidas são cruzadas com outros dados, como imagens de satélite, para definir a necessidade de novas análises e intervenções.