Dez policiais penais são condenados à prisão por esquema criminoso em presídio da Bahia

Por Redação 07/07/2026, às 19h30 - Atualizado às 18h44

Doze pessoas denunciadas pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) por participação em um esquema de entrada de materiais ilícitos no Conjunto Penal de Feira de Santana foram condenadas à prisão. Entre os condenados estão dez policiais penais, que também perderam os cargos públicos. Todos foram investigados na Operação Sísifo, realizada em conjunto pelo MPBA, Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e Secretaria da Segurança Pública (SSP) entre 2023 e 2024.

Os réus foram condenados por crimes como organização criminosa, corrupção passiva, facilitação da entrada de celulares e outros objetos ilícitos em unidade prisional, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção ativa, conforme a participação de cada um. O policial penal Valmir Pereira de Jesus, apontado como líder do grupo, recebeu a maior pena, superior a 28 anos de prisão.

De acordo com a denúncia do MPBA, os policiais penais utilizavam os cargos para facilitar a entrada de celulares, drogas e outros materiais proibidos no presídio em troca de vantagens indevidas. As investigações também identificaram uma divisão de funções entre os integrantes e mecanismos para ocultar os valores obtidos com as atividades criminosas, incluindo movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos.

Além de Valmir Pereira de Jesus, também foram condenados os policiais penais Vitor Cerqueira de Oliveira, Ednilson Santana Mota, Isaías Gregório de Miranda Filho, Yure Pinheiro Costa, Gildo de Lima Almeida, Valter Ferreira de Almeida, Leandro Calazans Amaral, Rosana Souza de Oliveira e Luana Priscilla de Jesus Moitinho. Emerson Carmo dos Santos foi condenado por lavagem de dinheiro e organização criminosa, enquanto Genivaldo Reis dos Santos respondeu por corrupção ativa.

As investigações tiveram início após sucessivas apreensões de celulares, entorpecentes e armas perfurocortantes dentro da unidade prisional. Segundo o Ministério Público, as recorrentes ocorrências levantaram indícios da participação conjunta de detentos e policiais penais no esquema, o que levou ao aprofundamento das investigações e ao desmantelamento da organização criminosa.