Força Nacional será enviada a Rondônia para conter ataques criminosos

Por Redação 14/01/2025, às 21h54 - Atualizado às 18h57

O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou o envio da Força Nacional a Rondônia para ajudar na contenção dos ataques criminosos registrados nos últimos dias em Porto Velho e Mirante da Serra. A tropa federal deverá permanecer no estado por 90 dias, conforme autorização do ministro Ricardo Lewandowski, atendendo a um pedido do governo estadual.

Os agentes atuarão na preservação da ordem pública e na garantia da segurança de pessoas e patrimônio. Por questões estratégicas, o ministério não informou o número de efetivos mobilizados.

A capital Porto Velho amanheceu nesta terça-feira (14) sem transporte público, após rodoviários decidirem recolher os ônibus devido a ameaças e ataques. Pelo menos três ônibus foram incendiados na cidade, além de um ônibus e um caminhão em Mirante da Serra, a cerca de 390 quilômetros da capital.

O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, pediu ao governo estadual um reforço na segurança pública para conter a violência e garantir a retomada do transporte coletivo. Em ofício ao governador Marcos Rocha e ao secretário estadual de Segurança, Felipe Bernardo Vital, Moraes atribuiu os ataques a facções criminosas.

Operação

As autoridades locais relacionam os ataques à Operação Aliança Pela Vida, Moradia Segura, iniciada no final de 2024, que tem como objetivo retomar imóveis invadidos por organizações criminosas em conjuntos habitacionais. Na primeira fase da operação, cerca de 70 apartamentos foram recuperados, e drogas e armas foram apreendidas.

Segundo o tenente-coronel Ewerson Pontes, comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar, facções lucravam não apenas com o tráfico de drogas, mas também com roubos e o controle de moradias invadidas. “A facção obtém lucro não apenas com a venda de drogas, mas também com roubos e com venda e aluguéis desses imóveis”, explicou o oficial em nota.

A segunda fase da operação foi deflagrada após o assassinato do cabo Fábio Martins, do Batalhão de Polícia Ambiental, na noite de domingo (12). A PM mobilizou mais de 200 agentes no conjunto habitacional Orgulho do Madeira em uma “resposta enérgica do Estado ao crime que vitimou o cabo”.