A Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Salvador, realizada nesta segunda-feira (3), foi marcada por discussões sobre políticas voltadas a pessoas com diabetes e àquelas que convivem com a gagueira. A reunião foi presidida pelos vereadores Carlos Muniz (PSDB) e Cláudio Tinoco (União).
Na Tribuna Popular, representantes da Associação de Pacientes Diabéticos da Bahia pediram apoio para ampliar o acesso a sensores de monitoramento contínuo de glicose na rede pública. O equipamento, voltado inicialmente a crianças e jovens com diabetes tipos 1 e 2, pode futuramente beneficiar outras faixas etárias.
O vereador Orlando Palhinha (União), autor de uma das propostas, afirmou ter solicitado uma audiência com o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Alves, para discutir o tema. Com apoio da vereadora Marta Rodrigues (PT), ele pretende também levar o assunto ao Governo do Estado. “A luta é por mais qualidade de vida e controle da doença”, afirmou.
Na mesma sessão, a presidente da Associação Vozes Gagas, Alessandra Martins, defendeu políticas públicas que tratem a gagueira como uma forma diferente de comunicação, e não como deficiência. Marta Rodrigues lembrou o Projeto de Lei nº 269/2025, de sua autoria, que cria a Política Municipal de Atenção à Gagueira, com ações de conscientização e combate ao preconceito.
A sessão também teve um minuto de silêncio solicitado pelo vereador Alexandre Aleluia (PL), em homenagem aos quatro policiais mortos — dois civis e dois militares do Bope — durante operação contra o Comando Vermelho nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro.