Por Maria Eduarda Moura
A Justiça condenou o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante), a 36 anos e 9 meses de prisão por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. A sentença foi proferida pela Vara Criminal de Feira de Santana no âmbito da Operação El Patrón.
A decisão determina o cumprimento da pena em regime fechado, mantém a prisão preventiva do parlamentar, fixa o pagamento de 210 dias-multa e nega o direito de recorrer em liberdade.
Outros quatro investigados também foram condenados no mesmo processo.
Preso desde 2025 no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, Binho Galinha também é investigado por suspeitas de agiotagem, extorsão, lavagem de dinheiro e formação de milícia.
Em 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa, mantendo a prisão preventiva.
Mesmo custodiado, o deputado teve cerca de R$ 2 milhões em emendas parlamentares executadas pelo Governo da Bahia desde outubro de 2025.
Segundo o Executivo estadual, os recursos destinados às áreas de saúde, educação, turismo e esporte seguiram os critérios legais para liberação das emendas.
Apesar da condenação, Binho Galinha não perde o mandato de deputado estadual de forma automática. Como a decisão foi proferida em primeira instância, a defesa ainda pode recorrer. Além disso, a eventual perda do cargo dependerá dos desdobramentos do processo e das regras constitucionais e regimentais aplicáveis, que preveem análise pela Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) em caso de condenação definitiva.