Por Maria Eduarda Moura
Os deputados estaduais Diego Castro (PL) e Leandro de Jesus se envolveram, nesta sexta-feira (17), em uma confusão com integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
Imagens que circulam nas redes sociais mostram Diego Castro exaltado durante a discussão, trocando insultos com militantes do movimento. Em meio ao confronto, manifestantes chamam os parlamentares de fascistas, enquanto Castro reage pedindo respeito e disparando ofensas. “Me respeite! Eu não tenho medo de vocês […] Bando de desocupados!”, afirmou.
Para a imprensa, a equipe do deputado Leandro de Jesus (PL) afirmou que um assessor do parlamentar foi agredido durante a confusão.
O episódio foi registrado e divulgado nas redes sociais dos deputados.
Em entrevista ao Portal Taktá, Diego Castro afirmou que ele e sua equipe foram ameaçados durante o ocorrido.
“Quando estava próximo do plenário, me dei de frente com os militantes. Eles começaram a fazer insultos, me chamando de fascista e afirmando que eu não representava a casa. Vieram para cima e aí aconteceu aquelas cenas lamentáveis”, declarou.
O deputado também afirmou que pretende solicitar medidas para restringir o acesso de grupos que classificou como “desordeiros” à Assembleia. “Vamos pugnar pela proibição da entrada de desordeiros na Assembleia. Ali é o lugar da democracia, a casa do povo e do confronto de ideias, mas não da desordem e da baderna, como tentaram fazer hoje”, concluiu.
Registros divulgados mostram ainda militantes deitados nos corredores da AL-BA ao lado de cruzes, em referência às vítimas do Massacre de Eldorado do Carajás. Em outros momentos, manifestantes aparecem enfileirados, cantando e utilizando pandeiros e bandeiras do movimento.
A mobilização do MST ocorre desde o início da semana e, segundo os organizadores, reúne mais de três mil participantes em uma marcha que percorreu o trajeto entre Feira de Santana e Salvador, com reivindicações por justiça, cidadania e direitos no campo.
O Portal Taktá entrou em contato com representantes do MST, mas, até o momento de postagem da matéria, não obteve retorno.