A oposição de Camaçari passa por um novo capítulo, o ex-presidente da Câmara Municipal e ex-candidato a prefeito Flávio Matos oficializa sua filiação ao Partido Liberal (PL), movimento que marca o rompimento político com o ex-prefeito Antonio Elinaldo (União Brasil) e revela a estratégia de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (15) pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que destacou a chegada do novo filiado como parte do fortalecimento da legenda. “Hoje recebemos o ex-presidente da Câmara Municipal de Camaçari, Flávio Matos, que chega para somar ainda mais com o nosso partido. O PL segue se fortalecendo em todo o país”, declarou Valdemar. A filiação contou também com a presença do presidente estadual do partido, o ex-ministro João Roma.
O gesto consolida um rompimento que já era esperado desde 2024, durante as eleições. Na época, Elinaldo, mesmo fora da disputa, buscava manter sua liderança no grupo, o que provocou atritos com o ex-aliado.
A situação ganhou contornos públicos após críticas de Elinaldo, que acusou Flávio de “estar se perdendo politicamente” e de ter rompido um acordo firmado internamente para as eleições de 2026. Segundo o ex-prefeito, o ex-presidente da Câmara havia se comprometido a não concorrer à Câmara Federal, para preservar espaço para os nomes já definidos: o deputado federal Paulo Azi e Manuel Rocha, filho do deputado federal José Rocha (União Brasil), que deve disputar o Senado.
A escolha de Flávio pelo PL, sepulta qualquer possibilidade de aproximação com o grupo liderado pela deputada federal Ivoneide Caetano (PT). Apesar disso, a deputada avaliou o racha como previsível e como disputa de ego: “O Elinaldo, durante a campanha, muito vaidoso, não é? Ele tem essa postura de se achar uma liderança das mais importantes”, declarou a parlamentar, durante evento em Salvador na última sexta-feira (11).
A entrada no PL reconfigura o tabuleiro da oposição em Camaçari, mas também cadeiras estaduais. Agora, Flávio Matos aposta na força da legenda bolsonarista para alavancar sua candidatura federal, fora do controle de Elinaldo, que tenta manter influência elegendo aliados para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e o Congresso Nacional.