Flávio questiona urnas eletrônicas em reunião com diplomatas e é desmentido pelo TSE

Por Redação 22/07/2026, às 08h51 - Atualizado às 08h51

Por Záfya Tomaz

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, voltou a levantar questionamentos sobre o sistema eleitoral brasileiro durante uma reunião com diplomatas de quase 50 países, realizada nesta terça-feira (21). Na ocasião, ele associou as urnas eletrônicas brasileiras à empresa venezuelana Smartmatic, informação desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Durante o encontro, Flávio afirmou que parte das urnas utilizadas no Brasil teria a mesma origem dos equipamentos da Smartmatic. Em resposta, o TSE reiterou que a empresa nunca forneceu urnas eletrônicas nem desenvolveu softwares utilizados nas eleições brasileiras.

Segundo a Corte, a Smartmatic prestou apenas serviços de conexão de dados ao tribunal e chegou a disputar uma licitação para fabricação de urnas em 2020, mas foi derrotada pela Positivo Tecnologia. O TSE também afirmou que a empresa nunca participou da programação do sistema de votação.

Apesar das declarações, Flávio disse que não questiona a segurança das urnas e defendeu apenas a ampliação da presença de observadores internacionais nas eleições de 2026. Após a repercussão, sua pré-campanha divulgou nota afirmando que a fala foi retirada de contexto e que o senador defendia apenas mais transparência no processo eleitoral.

O episódio ocorre quatro anos após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reunir embaixadores para questionar, sem provas, a confiabilidade das urnas eletrônicas. A reunião motivou uma ação no TSE que resultou na inelegibilidade do ex-presidente até 2030.