Lula defende Haddad e critica a economia que herdou do governo anterior “consertar isso leva tempo”

Por Redação 30/05/2025, às 10h49 - Atualizado às 10h49

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu em defesa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quinta-feira (29), após a repercussão negativa do aumento na alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), medida anunciada recentemente pela equipe econômica do governo.

Durante um evento no Paraná, Lula exaltou o desempenho de Haddad à frente da Fazenda e atribuiu as dificuldades enfrentadas à situação deixada pela administração anterior. “Haddad sabe como é que nós encontramos a Fazenda. Ele sabe como que encontramos esse país administrado da forma mais irresponsável possível. E, consertar isso leva tempo”, declarou o presidente.

Antes do discurso presidencial, o próprio Haddad comentou sobre os desafios da função. “Servir ao governo do presidente Lula é sempre uma coisa interessante. Por mais que você sofra com o tanto que você é criticado, que você é isso, que você é aquilo, tem o dia de hoje para apagar todo o sofrimento e a gente celebrar a vida de vocês”, afirmou o ministro.

A unificação da alíquota de 3,5% para pagamentos no exterior, afetou a muitos, como aqueles que fazem compras em sites internacionais, serviços digitais — como Google Drive e iCloud —, recarga de cartões pré-pagos e aquisição de licenças de software.

Empresas também sentiram o impacto, o imposto sobre serviços contratados no exterior, como fretes internacionais, subiu de 0,38% para 3,5%, representando uma alta de quase 800%. No crédito empresarial, a alíquota anual do IOF passou de 1,88% para até 3,95%. Já para empresas enquadradas no Simples Nacional, a taxa foi de 0,88% para 1,95%.

Segundo o Ministério da Fazenda, as alterações visam reforçar a arrecadação federal. A projeção do governo é de um incremento de até R$ 61 bilhões em receitas até 2026. Paralelamente, foi anunciado o bloqueio de R$ 31,3 bilhões em despesas como parte do esforço para manter o equilíbrio fiscal.