O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o eventual fim da escala 6×1 não contará com compensação financeira do governo federal para as empresas. A declaração foi feita na sexta-feira (13), durante reunião com representantes de sindicatos patronais do setor de serviços na sede do Sescon.
Segundo o ministro, não há previsão de desoneração para os setores que possam ser mais impactados pela redução da jornada de trabalho. “Não vejo, no caso da jornada de trabalho, que caiba qualquer tipo de compensação financeira”, disse.
A proposta em debate no Congresso Nacional do Brasil prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 36 horas. O governo federal, no entanto, defende inicialmente a redução para 40 horas. “Não há possibilidade de falar em 36 horas agora em 2026. Podemos discutir 40 horas e projetar quando será possível chegar às 36”, afirmou Marinho.
No início de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comentou o tema durante a Segunda Conferência do Trabalho, realizada no Anhembi, em São Paulo. Na ocasião, Lula defendeu que a proposta seja construída por meio de negociação entre trabalhadores, empresários e o governo antes de avançar no Congresso.
Segundo o presidente, um acordo entre as partes pode evitar disputas judiciais futuras. “É melhor vocês construírem negociando do que terem que engolir uma coisa aberta e depois recorrer à Justiça do Trabalho”, afirmou.