A Polícia Federal pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal para compartilhar provas reunidas no inquérito que investiga Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nesta segunda-feira (16). O inquérito em questão foi aberto em maio do ano passado e investiga a atuação do ex-deputado federal nos Estados Unidos.
O pedido foi encaminhado pela Diretoria de Inteligência Policial da PF com o objetivo de que a instituição possa utilizar os dados do inquérito 4.995, que tramita no STF. Dessa forma, a polícia poderia apurar a responsabilidade funcional de Eduardo Bolsonaro como escrivão da Polícia Federal. Ainda de acordo com a PF, há indícios de que o deputado teria exposto servidores da corporação na mídia, em julho de 2025. Tal conduta poderia configurar ato de improbidade administrativa e transgressão disciplinar.
O inquérito foi aberto por Alexandre de Moraes a pedido da Procuradoria-Geral da República em maio, após o ex-deputado ter postado série de publicações defendendo possíveis sanções norte-americanas contra servidores públicos brasileiros que atuam em investigações relacionadas a Jair Bolsonaro.
O requerimento desta segunda-feira surge por conta da intenção da PF de utilizar elementos do inquérito 4.995 para ajudar na investigação conduzida internamente.