O candidato ao Governo da Bahia pela federação PSOL-Rede, Ronaldo Mansur, defendeu a decisão do partido de disputar o Palácio de Ondina com candidatura própria nas eleições de 2026. Durante sabatina realizada nesta quarta-feira (5), o postulante afirmou que a legenda decidiu seguir um caminho independente após avaliar que o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) não incorporou pautas defendidas pelo partido.
Segundo Mansur, o PSOL apoiou a eleição de Jerônimo no segundo turno de 2022 e entregou ao então candidato uma carta de compromissos. No entanto, de acordo com ele, as propostas não foram levadas em consideração pela atual gestão. “Entregamos uma carta compromisso ao Jerônimo Rodrigues. Essa carta deve ter sido amassada e jogada no primeiro lixeiro que foi achado após a nossa reunião”, afirmou.
O candidato também fez críticas à condução do governo nas áreas de segurança pública, saúde e educação. Ao comentar o cenário político estadual, disse que a composição da base aliada distancia a gestão dos princípios defendidos pela esquerda. “Uma coisa é o PT, outra coisa é o governo. É um governo de direita”, declarou.
Na avaliação de Mansur, alianças políticas construídas pelo Executivo estadual impedem a implementação de uma agenda alinhada ao campo progressista. “Quem tem Geddel Vieira Lima ao seu lado não pode fazer uma política de esquerda. O governo não consegue imprimir uma política de esquerda na Assembleia Legislativa”, disse.
Questionado sobre um eventual segundo turno entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto (União Brasil), o candidato evitou antecipar um posicionamento do PSOL. Em vez de responder diretamente, afirmou que a mesma pergunta deveria ser feita ao governador. “Esse cenário eu não vejo. O futuro a gente discute no futuro. Essa pergunta também era bom ser feita ao Jerônimo: em um eventual segundo turno, se ele apoiaria o PSOL?”, afirmou.