Ufba cobra providências após confusão envolvendo deputado e ALBA não se manifesta

Por Redação 20/08/2026, às 18h12 - Atualizado às 18h38

Por Maria Eduarda Moura

A Universidade Federal da Bahia (Ufba) divulgou na tarde desta quinta-feira (20), uma nota oficial sobre o episódio evolvendo o deputado estadual do PL, Diego Castro, no prédio da faculdade de comunicação. A universidade declarou que a “naturalização da violência, com fins políticos, não pode ser admitida”. Diante da gravidade do episódio, a Ufba solicitou um posicionamento da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e pediu que a Casa adote, com urgência, as providências cabíveis em relação à conduta do parlamentar.

O Portal Taktá entrou em contato com a Assembleia Legislativa para saber se haveria algum posicionamento diante da solicitação da Ufba, mas não houve resposta. Contatado pelo Taktá, Diego não se pronunciou até a publicação desta matéria.

A instituição declarou repúdio a atos de violência, intimidação e desrespeito ocorridos nas dependências da Facom. De acordo com a UFBA, a movimentação de Castro e de sua equipe teria interrompido uma atividade de recepção aos calouros e provocado confronto verbal e físico com estudantes, professores, servidores e profissionais terceirizados.

A universidade afirma que o estudante Tobias Muniz, presidente do Centro Acadêmico da Faculdade de Comunicação (Facom), foi empurrado por um integrante da segurança do deputado e ficou ferido. O diretor da Facom, professor Washington Souza Filho, também teria sido ameaçado ao tentar garantir o funcionamento e a segurança da unidade.

A unidade de ensino afirmou que registrou um Boletim de Ocorrência e realizou exame de corpo de delito no estudante Tobias. Segundo a universidade, as medidas foram tomadas com acompanhamento da Coordenação de Segurança da UFBA (COSEG).

A instituição também informou que a Reitoria pretende procurar a Superintendência da Polícia Federal para estabelecer um protocolo de cooperação mais intenso, especialmente durante o período eleitoral, com o objetivo de adotar medidas preventivas e de segurança no campus.

Diego Castro contesta versão da UFBA

Após o episódio, Diego Castro também registrou um Boletim de Ocorrência e apresentou sua versão sobre o caso. Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado afirmou que ele e integrantes de sua equipe foram agredidos por estudantes que, segundo ele, seriam militantes de esquerda.

Castro disse que esteve na UFBA após receber denúncias de estudantes de direita sobre a presença de adesivos do PT nas dependências da universidade. Segundo o parlamentar, sua equipe foi ao local para verificar as denúncias e retirar as colagens.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O deputado negou ter agredido estudantes e afirmou que os vídeos divulgados sobre o episódio estariam fora de contexto. Ele disse ainda que sua equipe reagiu após ser alvo de agressões e ameaças.

Castro também negou ter invadido o banheiro feminino e criticou a existência de um banheiro destinado ao público trans na universidade. Segundo ele, a visita ocorreu para verificar denúncias relacionadas à utilização de espaços públicos e à presença de material político no campus.

O parlamentar afirmou ainda que ele e sua equipe foram chamados de “fascistas” e relataram outras ofensas durante a confusão. Castro disse que pretende tomar medidas contra o que classificou como uma campanha de “mentiras” e afirmou que não aceitará intimidações contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e da candidatura de Flávio Bolsonaro.