Despedida: Artistas, amigos e família homenageiam a jornalista Wanda Chase em velório

Por Redação 04/04/2025, às 20h26 - Atualizado às 20h29

Sob homenagens ao som de tambores de grupos afro como Ilê Aiyê, Olodum e Didá, o corpo da jornalista e apresentadora Wanda Chase foi velado nesta sexta-feira (4), no Cemitério do Campo Santo, no bairro da Federação, em Salvador. A despedida da jornalista contou com a presença de amigos, familiares e pessoas que admiravam o trabalho de Wanda, também ativista do movimento negro.

O cantor Carlinhos Brown foi um grande amigo de Wanda e também esteve presente. Ele destacou a importância dela para a comunicação, para o movimento negro e a união pela cultura baiana. “Ela não apenas avivou para todos o desejo de que nós precisávamos não serem visíveis em uma cidade na qual são os protagonistas, mas ela ativou também um desejo de que a gente podia se unir, de que a cidade podia se unir em torno da cultura baiana”, afirmou Brown.

Lazinho Araújo, cantor e fundador da banda Olodum, foi assessorado pela jornalista e prestou sua homenagem. “Aqui ela se sentiu acolhida, formou residência e ganhou título de cidadã soteropolitana. Ia ganhar o de baiana, mas soube que o Governo do Estado vai dar os familiares, que eu acho justo, porque é uma forma de agradecer a uma mulher negra, baixinha só no tamanho, mas gigante na consciência e nas ideias”, disse Lazinho

A jornalista Jessica Senra publicou em suas redes socias um texto que destaca o papel importante que Wanda teve como profissional, amiga e revolucionária. “Uma professora nata que generosamente distribuía conselhos e ensinamentos. Uma revolucionária de fala mansa, porém firme. Uma amiga leal e presente na vida dos seus. Uma profissional comprometida e rigorosa nos detalhes. Uma amazonense apaixonada pela Bahia e por nosso povo. Uma mulher que sabia do seu valor e dos seus ancestrais e nasceu pronta para espalhar e contar ao mundo sobre essas riquezas”, publicou Jessica.

“Eu via o carinho dos artistas com ela, toda vez que passavam na frente de onde ela estava, fazia uma referência. Depois como jornalista, a conhecer aquela figura e para nós, obviamente, fica um vazio muito grande. Eu falo aqui enquanto jornalista, mas enquanto também secretário de ultura, mas fica também um aprendizado muito grande de dar essa convivência, de ter bebido um pouco na fontes da generosidade de Wanda Chase”, disse o secretário de Cultura do Estado, Bruno Monteiro.

Wanda morreu entre o fim da noite da quarta-feira (2) e início da madrugada de quinta-feira (3), aos 74 anos, após realizar uma cirurgia de aneurisma e não ter resistido da aorta no hospital Tereza de Lisieux. Após as homenagens, o corpo de Wanda foi cremado em cerimônia reservada para a família e amigos.