Israel anuncia intensificação da ofensiva contra o Irã após morte de Khamenei

Por Redação 02/03/2026, às 07h01 - Atualizado às 06h38

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (1º) que a operação militar contra o Irã, iniciada no sábado (28), ganhará nova intensidade nos próximos dias.

De acordo com o líder israelense, as forças armadas já atuam “no coração de Teerã” e devem ampliar ainda mais o ritmo das ações. Ele ressaltou que a pressão militar continuará a crescer.

A ofensiva, que também envolve os Estados Unidos, provocou centenas de mortos e feridos em solo iraniano. Segundo o Ministério da Educação iraniano, um ataque aéreo contra uma escola em Minab, no sul do país, matou 153 meninas e deixou outras 95 feridas.

Como resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou ter lançado mísseis contra território israelense e contra pelo menos 27 bases americanas no Oriente Médio.

Netanyahu admitiu que o confronto também traz consequências para a população de Israel. Ele citou bombardeios registrados em Tel Aviv e Beit Shemesh, que deixaram ao menos 10 mortos nas últimas 24 horas. Ao classificar o momento como “dias dolorosos”, expressou condolências às famílias atingidas e desejou recuperação aos feridos.

Em publicação na rede social X, o premiê relatou ter se reunido com o ministro da Defesa, o chefe do Estado-Maior e o diretor do Mossad, ocasião em que determinou o prosseguimento da campanha.

Ele também mencionou a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. “Eliminamos o ditador Khamenei e dezenas de figuras centrais do regime opressor”, declarou. Além disso, voltou a elogiar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacando a cooperação militar entre os dois países: “Essas forças conjuntas nos permitem fazer o que eu venho esperando há 40 anos: desferir um golpe devastador no regime terrorista”, disse ele.