Motofaixa da Bonocô completa um ano sem acidentes e prefeitura avalia ampliação

Por Redação 20/05/2026, às 09h05 - Atualizado às 08h00

Após um ano de funcionamento da primeira motofaixa de Salvador, na Avenida Mário Leal Ferreira (Bonocô), a prefeitura avalia expandir o projeto. A Transalvador estuda tecnicamente a implantação do corredor exclusivo em outras vias de grande fluxo da capital, como as avenidas Antônio Carlos Magalhães (ACM) e Juracy Magalhães. O órgão já acionou a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) para obter o aval para as novas instalações.

A ampliação é impulsionada pelos resultados positivos colhidos na Bonocô desde a inauguração, em 10 de março de 2025. Até o fim de abril deste ano, a via registrou 79 acidentes envolvendo motocicletas, mas nenhum deles aconteceu dentro da motofaixa. Embora essas ocorrências tenham deixado 102 feridos na avenida, nenhuma morte foi contabilizada. O cenário sinaliza uma evolução: no ano anterior à implantação do equipamento, a Bonocô teve duas mortes em acidentes com motos.

Para viabilizar o espaço na Bonocô, desenhado em azul e branco entre as faixas 1 e 2 à esquerda, a velocidade máxima da avenida foi reduzida para 60 km/h. O número de faixas para os demais veículos continuou o mesmo.

A necessidade de ordenamento do tráfego caminha junto com o crescimento expressivo da frota de duas rodas em Salvador. De acordo com o Detran, o número de motocicletas emplacadas na capital saltou de cerca de 160 mil em 2020 para mais de 200 mil veículos circulando atualmente. As motos representaram 59% de todas as mortes no trânsito de Salvador no ano retrasado, o que reforça a urgência dos estudos de viabilidade nas avenidas ACM e Juracy Magalhães, que analisam fatores como volume de tráfego e geometria das pistas.