O presidente da Associação do Ministério Público do Estado da Bahia (AMPEB), Lucas Santana, defendeu a ampliação da formação de profissionais do Direito para o enfrentamento da violência contra a mulher. Para ele, a preparação deve começar ainda nas escolas e continuar durante a formação universitária e a atuação profissional.
Segundo Santana, é necessário trabalhar tanto a formação dos futuros profissionais quanto a capacitação daqueles que já atuam diretamente no sistema de Justiça.
“Além de preparar na faculdade, a gente tem que também trabalhar o profissional que já está lá na ponta, já está trabalhando, já está desenvolvendo as ações”, afirmou.
O presidente da AMPEB também defendeu que temas relacionados à cidadania e às políticas de proteção às mulheres sejam abordados desde a educação básica. Na avaliação dele, a formação nas universidades ainda precisa avançar nesse campo.
Santana ressaltou, porém, que eventuais limitações na formação acadêmica não podem impedir a atuação dos profissionais que já estão no sistema de Justiça. Ele citou a rotina dos membros do Ministério Público no enfrentamento de casos de violência contra a mulher.
“Os profissionais do Direito, no caso, os membros do Ministério Público, já trabalham esse tema a todo momento”, afirmou.
Ele destacou ainda a atuação em casos de feminicídio e na implementação de políticas previstas na Lei Maria da Penha. Para Santana, as iniciativas de formação e a atuação prática precisam ocorrer de forma conjunta.
“Uma falta lá não justifica uma falta de ação aqui. Eu acho que as ações precisam se somar”, declarou.
Ver essa foto no Instagram