Retaliação! União Europeia impõe tarifas contra os EUA e acirra tensão comercial

Por Redação 12/03/2025, às 11h31 - Atualizado às 11h31

A União Europeia anunciou, nesta quarta-feira (12), a reintrodução de tarifas sobre produtos americanos em retaliação às taxas impostas pelos Estados Unidos sobre o aço e o alumínio. A medida impacta diretamente cerca de 26 bilhões de euros em mercadorias provenientes do mercado norte-americano e amplia a disputa comercial entre os dois blocos econômicos.

A decisão ocorre após Washington confirmar a aplicação de tarifas de 25% sobre as importações europeias de metais, uma ação classificada pela Comissão Europeia como “injustificada e prejudicial” ao comércio internacional. Como resposta, Bruxelas estabeleceu uma lista de produtos norte-americanos que passarão a ser taxados, abrangendo setores estratégicos como o agrícola e o industrial.

Contramedidas europeias

A UE anunciou que suas medidas ocorrerão em duas fases. Em um primeiro momento, as tarifas serão restabelecidas sobre produtos industriais dos EUA, incluindo aço, alumínio, plásticos, ferramentas domésticas e bens de madeira. Em seguida, novas taxas serão aplicadas sobre produtos agropecuários como carnes, frutos do mar, laticínios, ovos e vegetais, após aprovação dos Estados-membros.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reforçou que o bloco “permanecerá aberto ao diálogo”, mas que não hesitará em proteger seus interesses econômicos diante do aumento das barreiras comerciais impostas por Washington, ou mais especificamente Donald Trump, que vem gerando muita polêmica em muitos âmbitos.

Impacto global

Além da União Europeia, outros países também foram afetados pelas tarifas norte-americanas, incluindo Brasil, China, Canadá, Japão e Austrália. O governo brasileiro, por exemplo, estuda possíveis medidas de retaliação e já iniciou consultas com o setor siderúrgico para avaliar os impactos da decisão de Washington.

Enquanto isso, o Reino Unido, que deixou a UE em 2020, optou por um caminho diferente. O governo britânico indicou que busca um acordo comercial direto com os Estados Unidos para evitar a escalada das tarifas e garantir melhores condições para suas exportações, decisão não pensada no consenso e coletivo, mas nos próprios interesses.

A nova rodada de tarifas reacende as tensões comerciais entre os aliados ocidentais e levanta questionamentos sobre o futuro das relações econômicas transatlânticas. O desdobramento dessas medidas terá impacto direto em vários setores da economia global e poderá influenciar futuras negociações comerciais entre os blocos.