A mulher de 45 anos presa por suspeita de praticar um ataque de racismo religioso contra um terreiro de candomblé em Salvador deve passar por audiência de custódia após a prisão realizada nesta segunda-feira (6). A investigação que levou à captura da suspeita durou cerca de sete meses.
A prisão preventiva foi cumprida no bairro da Pituba, onde também houve mandado de busca e apreensão. Durante a operação, policiais apreenderam dois celulares, um notebook e agendas, que serão submetidos à perícia.
Segundo a Polícia Civil, a mulher é investigada pelos crimes de racismo religioso e dano qualificado. O caso é apurado pela Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin).
O ataque aconteceu em janeiro deste ano, quando a fachada e o portão do terreiro Nzo Mutá Lombô Ye Kayongo Toma Kwiza, localizado em Cajazeiras XI, foram pichados com mensagens de intolerância religiosa. Entre as inscrições estavam as palavras “Jesus” e “assassinos”, escritas com tinta vermelha.
As investigações apontam que a suspeita foi identificada após análise de imagens de câmeras de segurança e outras provas reunidas ao longo da apuração, que embasaram o pedido de prisão preventiva.