O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender o fim das casas de apostas esportivas, conhecidas como bets, no Brasil. Em um vídeo que circula nas redes sociais, Lula afirmou que não considera a arrecadação de impostos gerada pelo setor mais importante do que os possíveis impactos das apostas sobre a população de baixa renda.
“Se eu acabar com as bets, eu vou acabar com o futebol”, disse Lula, ao mencionar um argumento utilizado por críticos de uma eventual proibição. Em seguida, o presidente citou clubes como São Paulo, Santos, Grêmio, Flamengo, Internacional e Corinthians, lembrando que as equipes conquistaram títulos mundiais antes da existência das plataformas de apostas.
Lula também afirmou que as bets teriam arrecadado R$ 62 bilhões e declarou que o governo não deveria priorizar a manutenção dessa receita diante dos problemas relacionados ao endividamento e ao vício em apostas.
“Eu não posso perder é a vida dos pobres jogando”, afirmou.
Clubes reagem à possíveis mudanças nas regras das Bets
A declaração de Lula ocorre após clubes e federações de Futebol divulgarem um manifesto contra possíveis restrições ao mercado de apostas.
A mobilização reúne federações e clubes de diferentes estados. Equipes como Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Botafogo, Fluminense, Vasco, Grêmio defenderam a manutenção do mercado regulado e alertaram para os impactos financeiros de uma eventual proibição au mudança abrupta nas regras.
A Federação Bahiana de Futebol (FBF) também aderiu ao movimento de clubes e entidades esportivas que defendem a manutenção do mercado regulado de bets no Brasil.
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