O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (10) que os ataques de 8 de janeiro de 2023 às sedes dos Três Poderes não podem ser enquadrados como golpe de Estado. Para ele, tratou-se de ações de “turbas desordenadas” sem organização suficiente para ameaçar o governo eleito.
Em voto divergente, Fux destacou que manifestações como as de junho de 2013 e da Copa de 2014 também registraram episódios violentos, mas não foram consideradas tentativas de golpe. “Golpe exige deposição de governo, o que não houve aqui”, disse.
O posicionamento contrasta com os votos de Alexandre de Moraes, relator do processo, e de Flávio Dino, que defenderam a condenação.
Fux alertou para o risco de “juízo político” no julgamento e afirmou que, diante de dúvidas, a absolvição deve prevalecer.
O ministro, cujo voto já se estende por mais de cinco horas, ainda não concluiu sua manifestação e pediu novo intervalo durante a sessão.