Jaques Wagner nega elo com Banco Master e diz que PF “inventou” narrativa

Por Redação 26/06/2026, às 14h46 - Atualizado às 14h46

O senador Jaques Wagner (PT) voltou a negar qualquer envolvimento com o Banco Master e criticou as suspeitas levantadas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, o parlamentar afirmou que as acusações não se sustentam, cobrou uma correção das informações e disse que a investigação construiu uma narrativa sem fundamento. “Não quero proteção, quero correção”, declarou.

Wagner contestou a tese de que teria atuado para beneficiar o Banco Master no Congresso Nacional. Segundo ele, sua atuação foi justamente no sentido contrário. “Eles inventaram que trabalhei pelo Banco Master. E eu nunca trabalhei a favor, trabalhei contra”, afirmou, acrescentando que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já confirmou publicamente essa versão.

O senador também rebateu a afirmação de que a investigação teria origem na Bahia. Segundo ele, a consolidação do Banco Master ocorreu durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, sob a gestão do então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

“Quem viabilizou o Banco Master foi Roberto Campos Neto e o seu Banco Central. O Banco Master foi concretizado no governo Bolsonaro”, disse.

Na entrevista, Wagner ainda afirmou que sua única atuação legislativa relacionada ao tema foi uma emenda para limitar os juros do crédito consignado, medida que, segundo ele, contrariava interesses da instituição financeira. Ele também negou qualquer participação na chamada “Emenda Master”, ligada à proposta de autonomia do Banco Central.

O senador é um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e possíveis vantagens indevidas envolvendo o Banco Master. Wagner nega irregularidades.