VÍDEO: Deputado estadual é acusado de agressão dentro de campus da UFBA

Por Redação 20/08/2026, às 11h44 - Atualizado às 13h25

Por Záfya Tomaz

Uma confusão envolvendo o deputado estadual Diego Castro (PL) foi registrada na manhã desta quinta-feira (20), na Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. O episódio ocorreu após o parlamentar entrar na unidade para verificar, segundo ele, uma denúncia sobre adesivos de apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas dependências da faculdade.

Segundo relatos de estudantes, a presença do deputado provocou uma discussão no local. O diretor da Facom, Washington Souza Filho, e um estudante envolvido no episódio prestaram queixa contra as agressões na 7ª DT do Rio Vermelho após a confusão.

De acordo com a assessoria de Diego Castro, o parlamentar foi à UFBA após receber a denúncia sobre os adesivos e retirou parte do material. Ainda segundo a versão do deputado, a ação provocou reação de estudantes, que protestaram contra sua presença e o chamaram de “fascista”. A assessoria afirmou ainda que Diego considerou a situação uma tentativa de impedir o questionamento sobre a utilização de um espaço público para divulgação político-eleitoral.

A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) também foi procurada pela reportagem para se manifestar sobre o episódio. A assessoria da Casa respondeu que “o deputado responde pelas ações dele”. O Taktá procurou a Polícia Civil para obter informações sobre a apuração, mas não recebeu retorno até a publicação. A reportagem também entrou em contato com Washington para ouvir a versão da direção da faculdade.

A discussão envolve ainda a possibilidade de fiscalização de propaganda eleitoral dentro da universidade. Como deputado, Diego não exerce uma função específica de fiscalização eleitoral, mas qualquer cidadão pode denunciar uma possível irregularidade à Justiça Eleitoral, inclusive por meio do aplicativo Pardal, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Já a eventual caracterização dos adesivos como propaganda eleitoral irregular depende da análise das circunstâncias do caso pelas autoridades competentes.