O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decide adiar por cinco dias a entrada em vigor do tarifaço contra produtos brasileiros e isenta quase 700 itens da nova alíquota de 50%. A decisão consta em decreto assinado e publicado nesta quarta-feira (30) pela Casa Branca e adia a aplicação das sobretaxas de 1º para 6 de agosto.
O documento estabelece que os produtos embarcados até a nova data, mesmo que cheguem aos EUA após o prazo, não serão afetados pela tarifa cheia. Ainda assim, todos continuarão sujeitos à cobrança anterior de 10%, em vigor desde abril.
Entre os itens que escapam da nova taxação estão derivados de:
- Petróleo;
- Gás natural;
- Carvão;
- Ferro;
- Aço;
- Alumínio;
- Cobre;
- Celulose;
- Suco e polpa de laranja;
- Fertilizantes;
- Aviões civis e seus componentes.
Produtos que são considerados cruciais para exportadores brasileiros e para indústrias americanas. No entanto, a isenção não contempla itens de grande peso na balança comercial entre os dois países. É o caso do café e da carne bovina, que seguem incluídos na lista de produtos que serão taxados com os 50% totais.
Para justificar a medida, Trump invoca a “Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional”, a mesma utilizada em abril para anunciar a primeira rodada de tarifas contra o Brasil e outras nações.
No novo decreto, o presidente americano volta a associar o tarifaço à situação política brasileira. Ele menciona a ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por tentativa de golpe de Estado, e critica decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Segundo Trump, autoridades brasileiras “tentam forçar plataformas online dos Estados Unidos a censurar usuários”.