Tragédia da Fonte Nova completa 18 anos

Por Redação 25/11/2025, às 13h05 - Atualizado 26/11/2025 às 07h21

O desabamento da arquibancada superior da antiga Fonte Nova, uma das maiores tragédias da história do futebol brasileiro, completa 18 anos nesta terça-feira (25). O acidente ocorreu em 25 de novembro de 2007, durante a partida entre Bahia e Vila Nova, válida pela Série C, e deixou sete mortos e dezenas de feridos — episódio que marcou de forma definitiva a memória do torcedor tricolor.

As vítimas foram Márcia Santos Cruz, Jadson Celestino Araújo Silva, Milena Vasquez Palmeira, Djalma Lima Santos, Anísio Marques Neto, Midiã Andrade Santos e Joselito Lima Jr. Elas morreram após parte da estrutura de concreto da arquibancada ceder por volta das 17h47, abrindo um grande buraco no setor superior do estádio. Dezenas de torcedores caíram de uma altura superior a 15 metros.

À época, o então superintendente de Desportos da Bahia, Raimundo Nonato Tavares, o Bobô, chegou a ser apontado como responsável, mas acabou absolvido em julho de 2010 pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia, permanecendo sem condenados pelo caso na esfera criminal.

O jogo, que marcou o retorno do Bahia à Série B após um empate sem gols, acabou ofuscado pela tragédia que ganhou repercussão nacional e internacional.

Reconstrução e legado

Três anos depois do acidente, em 29 de agosto de 2010, a antiga Fonte Nova foi implodida para dar lugar à Arena Fonte Nova. Durante o período de construção, o Bahia mandou seus jogos no Estádio de Pituaçu.

A nova arena foi inaugurada em 7 de abril de 2013, com um Ba-Vi marcado pela goleada do Vitória por 5 a 1. A partir dali, o estádio se tornou palco de grandes eventos, como a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Homenagem do Bahia

Nesta segunda-feira (25), o clube relembrou a data nas redes sociais com a mensagem:
“Mais um 25 de novembro. E nunca vamos esquecer. Desde 2007 temos 2 estrelas no peito e 7 brilhando no céu.”

A tragédia segue como o capítulo mais triste dos 94 anos de história do Bahia e uma das marcas permanentes na memória do futebol brasileiro.