A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (3) o projeto que institui o Sistema Nacional de Educação (SNE), modelo de cooperação entre União, estados e municípios para a formulação de políticas educacionais. O texto, de autoria do senador Flávio Arns (PT-PR) e relatado pelo deputado Rafael Brito (MDB-AL), volta agora ao Senado.
A proposta cria comissões tripartites e bipartites para fortalecer o diálogo federativo, elaborar diretrizes e facilitar a implementação de normas em todo o país. Também prevê a Infraestrutura Nacional de Dados Educacionais, que reunirá informações dos sistemas de ensino e implantará um Identificador Nacional Único do Estudante para acompanhar sua trajetória escolar.
Segundo Brito, o SNE representa um avanço histórico para a área, comparável ao SUS na saúde. Ele defende que o sistema dará mais harmonia, menos burocracia e maior participação à gestão da educação, com metas pactuadas e financiamento adequado.
Apesar da aprovação, entidades como a ONG Todos Pela Educação apontam que o projeto precisa de ajustes.
Para a organização, é essencial que o SNE vá além da estrutura e garanta a melhoria da aprendizagem, vinculando padrões mínimos de qualidade a indicadores de acesso, permanência e conclusão escolar.
A ONG também defende a construção do Custo Aluno-Qualidade a partir de experiências de redes que já alcançam bons resultados e destaca a necessidade de participação efetiva de estados e municípios para que as diretrizes reflitam a diversidade regional do país.