Federação pede à PGR afastamento de secretário de Jerônimo citado no caso Banco Master

Por Redação 17/09/2026, às 19h16 - Atualizado às 19h16

A Federação União Progressista apresentou, nesta quinta-feira (17), uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que seja avaliada a possibilidade de afastamento do secretário estadual do Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré, durante as investigações relacionadas ao Banco Master. O pedido foi encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Sodré é enteado do senador Jaques Wagner (PT) e integra o governo do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A solicitação de afastamento ocorre após o nome do secretário aparecer em documentos analisados pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes e outras irregularidades envolvendo o Banco Master.

Segundo informações apresentadas na investigação, uma planilha encontrada no celular de Daniel Lopes Monteiro, apontado como integrante do núcleo empresarial e financeiro ligado ao caso, registra pagamentos superiores a R$ 2,34 milhões destinados a uma pessoa identificada como “Dudu”. A PF associou a identificação a Eduardo Sodré.

Outro ponto citado pelos investigadores envolve uma transferência de R$ 3,5 milhões para a BN Financeira, empresa ligada à esposa de Sodré. De acordo com a PF, o repasse teria sido precedido por conversas entre Sodré e Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, nas quais teriam sido tratados boletos, notas fiscais, documentos e outras providências relacionadas aos pagamentos.

A representação encaminhada à PGR busca uma medida cautelar durante o andamento das investigações. O pedido, no entanto, não representa uma conclusão sobre a responsabilidade criminal de Sodré. O secretário foi alvo de medidas de busca e apreensão na 9ª fase da Operação Compliance Zero, mas as suspeitas ainda são objeto de investigação.