O presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Carlos Muniz (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (4) que a greve dos professores da rede municipal só poderá ser resolvida após o retorno dos docentes às salas de aula. Durante coletiva de imprensa após a sessão ordinária no Paço Municipal, Muniz defendeu a postura adotada pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil) e disse que faria o mesmo se fosse prefeito.
“Essa greve, considerada ilegal pelo Judiciário, está afetando as famílias. Muitas mães não têm onde deixar seus filhos e não conseguem trabalhar. É um impasse que impacta a todos, e os 43 vereadores querem resolvê-lo o mais rápido possível. Tentei intermediar, sem sucesso, mas continuo conversando com o prefeito Bruno Reis, que assegurou estar disposto a dialogar, desde que os professores retornem às salas de aula”, declarou Muniz em apoio ao condicionamento da retomada do diálogo com o fim da paralisação, que já dura 30 dias.
Segundo o vereador, a posição do prefeito é coerente com a gravidade da situação. “Se eu fosse o prefeito, faria a mesma coisa. Primeiro, tem que acabar a greve. Depois disso, tenho certeza de que essa mesa de negociação irá se instalar, com a participação do Ministério Público, com a participação de quem quer que seja. A população de Salvador não pode continuar tendo o prejuízo que está tendo”, afirmou.
Na mesma coletiva, Muniz comentou o cenário político estadual e que para ele, o ex-prefeito de Salvador é o nome natural da oposição e já deveria ter anunciado sua intenção de disputar o cargo. “Se eu tivesse no lugar dele [ACM Neto], já teria declarado que seria candidato, porque é o candidato natural da oposição. Ele teve uma eleição que não saiu vitorioso, mas teve uma votação bem próxima à do vitorioso. Eu já estaria percorrendo os municípios pra dizer o que é que eu podia fazer diferente do governo que aí está [Jerônimo Rodrigues – PT]”, disse Muniz.
O vereador disse o que falta ser feito e o que faria caso fosse ACM Neto. Propostas concretas em áreas como segurança pública, educação e saúde que o ex-prefeito sempre cobra do governo do estado. “Ele tem que dizer ao povo que quer ser governador pra melhorar a vida de cada um. Fala muito de segurança pública? Tem que dizer como vai melhorar. Fala muito da educação? Tem que mostrar o que vai fazer. E na saúde, principalmente na regulação, tem que apresentar o projeto. O povo precisa acreditar nisso para votar”, destacou.
Muniz também defendeu que a eleição municipal é feito na Bahia pelos baianos, não por candidatos a presidência. “Depende do povo querer, povo da Bahia. Não é Tarcísio que vota. Tarcísio vota em São Paulo, Tarcísio não vota na Bahia. Eu acho que depende mais do povo da Bahia e dele [ACM Neto]”, completou.
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