A partir de uma orientação da Advocacia-Geral da União (AGU), a agenda oficial da primeira-dama Janja da Silva passou a ser divulgada no site do Palácio do Planalto, seguindo medidas de transparência e prestação de contas sobre os compromissos das primeiras-damas.
No primeiro mês com a agenda publicada, Janja participou de eventos como o velório do Papa Francisco, fez viagens internacionais para Rússia, China e Uruguai, além de se reunir para tratar de temas relacionados à COP30, que será sediada no Brasil em 2025.
O primeiro compromisso registrado na agenda, no dia 25 de abril, foi justamente a participação no velório do Papa Francisco, em cerimônia realizada no Vaticano. Janja acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e uma comitiva composta por ministros, parlamentares e integrantes do Judiciário, durante a missa em homenagem ao pontífice.
De volta ao país, no dia 30 de abril, ela participou de uma reunião virtual com a primeira-dama da França, Brigitte Macron. Logo em seguida, deu início a uma viagem internacional que começou na Rússia e seguiu para a China, o que gerou repercussões tanto na imprensa quanto no meio político.
Na Rússia, Janja iniciou sua agenda no dia 3 de maio, quatro dias antes da chegada do presidente Lula, que desembarcou no dia 7. Durante sua passagem por Moscou e São Petersburgo, ela participou de atividades da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, de um almoço com mulheres empreendedoras do BRICS, além de encontros com a comunidade brasileira e visitas a instituições locais. Também esteve presente em atividades culturais, o que gerou críticas.
Entre as atividades culturais, Janja visitou pontos turísticos como o Kremlin, o Teatro Bolshoi e o Museu Hermitage. Ela também assistiu ao balé “Lago dos Cisnes” no tradicional Teatro Mariinsky.
O fato de ter chegado antes da comitiva presidencial e os custos da viagem foram questionados por meio de três requerimentos no Congresso Nacional. Parlamentares pediram esclarecimentos sobre o uso de recursos públicos, a composição da comitiva e o fato de a primeira-dama não ocupar um cargo formal no governo.
Em resposta, a AGU defendeu a legalidade dos compromissos realizados por Janja, destacando que as atividades estão alinhadas com princípios de transparência e interesse público. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), chegou a sugerir que a primeira-dama passe a ter um cargo honorífico dentro do governo.