Vereadora Aladilce Souza comemora decisão da Justiça sobre revisão do PDDU de Salvador

Por Redação 26/05/2026, às 15h24 - Atualizado às 15h29

Por Záfya Tomaz, com informações de Maria Eduarda Moura

A vereadora Aladilce Souza comemorou a decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) que determinou a ampliação da divulgação das audiências públicas sobre a revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Salvador e suspendeu o envio do projeto à Câmara Municipal até nova avaliação judicial.

A medida atende a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), que aponta supostas irregularidades no processo de revisão do plano urbanístico da capital baiana.

Segundo a parlamentar, a Prefeitura de Salvador conduziu o processo sem garantir participação efetiva da sociedade civil e ignorou alertas feitos por órgãos de controle, instituições ambientalistas e vereadores da oposição.

“A Prefeitura, mais uma vez, não escutou a sociedade civil, não escutou os órgãos de controle, as instituições ambientalistas, que vêm alertando, e nossos mandatos também. A gente vem alertando que é preciso construir um Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano com escuta da sociedade, com participação, desde a sua origem”, afirmou.

Aladilce também criticou a forma como a revisão do PDDU vem sendo elaborada pela gestão municipal.

“Não dá para contratar uma empresa que vai fazer um projeto discutindo com os técnicos da Secretaria da Prefeitura e mandar para cá. Tem que ouvir a sociedade. Isso não foi feito. Então, eu quero saudar a decisão da Justiça”, declarou.

Na decisão, o TJ-BA determinou que a Prefeitura disponibilize, em até dez dias, documentos técnicos relacionados à revisão do PDDU em um portal eletrônico de fácil acesso, além de ampliar a divulgação dos próximos encontros e audiências públicas por meio dos canais oficiais, incluindo redes sociais.

O Ministério Público sustenta que o processo vem sendo conduzido sem estudos técnicos considerados essenciais e sem participação popular efetiva, o que poderia comprometer a legitimidade da revisão urbanística de Salvador.