Em audiência, Deolane diz ter sido presa por advogar; investigação aponta elo com o PCC

Por Redação 22/05/2026, às 19h34 - Atualizado às 19h34

A advogada e influenciadora Deolane Bezerra afirmou, em audiência de custódia nesta quinta-feira (21), ter sido presa por “estar advogando”. No mesmo dia, a Justiça negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Deolane, que segue presa preventivamente na Penitenciária Feminina de Sant’Ana, na capital paulista.

A advogada foi presa durante a Operação Vérnix, sob a suspeita de receber valores decorrentes de um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Na audiência de custódia, Deolane afirmou ter sido presa exercendo a profissão. “Na época dos fatos, eu advogava. É um processo de um ano bem antigo, 2019, 2020. E eu quero deixar bem claro, mesmo sabendo que aqui não se trata de mérito, mas que eu fui presa por estar advogando por uma quantia de R$ 24 mil depositada em minha conta por um cliente que consta no próprio relatório da polícia o acompanhamento meu como advogada ao cliente, ou seja, fui presa no exercício da profissão”, disse Deolane.

A operação que levou à prisão da influenciadora também teve como alvo Marcos Camacho, conhecido como Marcola, apontado como líder da facção. De acordo com os investigadores, Deolane estaria ligada aos administradores de uma transportadora suspeita. A polícia aponta que empresas sediadas no mesmo endereço dessa transportadora eram usadas para lavar o dinheiro do grupo criminoso.