Mercado financeiro encerra semana em queda com temores de tarifaço nos EUA

Por Redação 11/07/2025, às 21h09 - Atualizado às 20h39

A ameaça de um novo tarifaço pelo ex-presidente Donald Trump continua repercutindo nos mercados, provocando mais um dia de instabilidade nesta sexta-feira (11). Apesar de uma leve recuperação à tarde, o cenário foi de perdas tanto para a Bolsa de Valores quanto para o câmbio. O dólar comercial encerrou praticamente estável, enquanto o Ibovespa caiu pela quinta sessão consecutiva, registrando a pior semana desde dezembro de 2022.

A moeda norte-americana foi vendida a R$ 5,548, com alta discreta de 0,1%. Pela manhã, chegou a bater R$ 5,58, mas perdeu força ao longo da tarde, com investidores aproveitando a valorização dos últimos dias para realizar lucros. No acumulado da semana, o dólar subiu 2,26%. Em julho, a valorização já chega a 2,1%, embora a moeda ainda registre queda de 10,23% no acumulado de 2025.

No mercado de ações, o clima foi mais tenso. O índice Ibovespa fechou o dia em 136.171 pontos, com recuo de 0,42%. O tombo foi mais acentuado ao longo da manhã, chegando a 0,89% de queda às 13h26. A melhora à tarde veio com a recuperação dos preços das commodities, que ajudaram a impulsionar ações de petroleiras e mineradoras.

Mesmo assim, o desempenho semanal foi negativo: a Bolsa acumulou perda de 3,59% — a mais expressiva desde o fim de 2022.

No cenário internacional, o dólar ganhou força após Trump anunciar uma tarifa de 35% sobre produtos canadenses a partir de 1º de agosto. A medida fortaleceu a moeda norte-americana frente às principais divisas globais, incluindo o real, e alimentou preocupações sobre uma possível escalada protecionista, com impactos diretos sobre o comércio e os investimentos internacionais.